as coisas belas da vida

as coisas belas da vida

uma cagada depois do almoço

uma voz doce ao telefone

o sol das três batendo nas costas

um cigarro no bar. uma cerveja gelada. um uísque, charuto e Miles Davis.

uma profusão de coisas boas, passando lentamente pela janela.

um PALAVRÃO dito a quem merece ouví-lo.

alguns momentos em silêncio pensando na energia côsmica do universo

sexo no chuveiro ou a meia luz!

o fim e as conclusões de um livro – que contenha uma boa história.

um papel, caneta, e a capacidade de expressar melancolia.

uma foto. um pesar.

em suma, qualquer coisa que torne esse acaso todo mais suportável.

a pergunta mais importante que você pode fazer é: Qual a sua droga?

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Nós somos um ponto no plano?

Algumas coisas são complicadas de serem entendidas.
A morte é uma delas.
A vida é um plano entre dois abismos negros.
Quando toda essa beleza acaba, voltamos pro buraco de onde saímos. (?)

Eu queria poder dizer que tudo acaba bem,
Que vivemos 100% de tudo.
Eu queria. Mas não posso.
Ninguém pode.

Fico triste pois não sei o que dizer.
Algumas coisas são complicadas de serem ditas.
A morte é uma delas.

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Resposta.

Pedaços de pensamentos que não farão muito sentido amanhã, quando eu estiver sóbrio.

Uma pena!

Às vezes, mas somente às vezes, achamos a Resposta na loucura. Não exatamente achamos, mas vemos ela passar pela janela do bar, tirar um cigarro do maço. Acendê-lo. Na segunda tragada, ela percebe que estamos ali, sentados, olhando. Ela dá uma piscadinha acompanhada de um sorriso devasso, dá meia volta e adeus. Some na multidão da rua, no barulho, na fumaça.

(…) Eu nunca vou conseguir dominá-la. E isso é excitante pra caralho. Adoro vê-la, de novo.

Quer um trago? ;]

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Paz.

Eu estava na praia. Decidi sair pra fazer uma caminhada, pensar um pouco na vida. Levantei, olhei ao meu redor e encontrei uma escada, que dava para o calçadão. Fui até lá e sentei-me virado para o mar. Abri uma latinha de cerveja, que tinha trazido, e pensei “Agora sim!…”. Mas não consegui pensar em nada! Era só o vento no meu rosto, a cerveja gelada e algumas pessoas ao meu redor. E por mais sem nexo que isso possa parecer, foi bom. Pela primeira vez em meses que eu não pensava em nada. Nenhuma preocupação.

E o legal era que também não faltava nada. Eu tinha tudo de que precisava ali: chinelos, uma bermuda e camiseta, um cerveja gelada, o vento do litoral, o mar, alguns trocados e só. Fiquei um bom tempo olhando para os surfistas lá perto da arrebentação, surfando; as pessoas ao longo da praia, algumas brincando, bebendo, jogando conversa fora, outras comendo. Era só isso. Simples e besta…

Na rua atrás de mim, algumas pessoas passavam arrastando o chinelo, conversando e dando risada. Barulho de batucada e confusão ao longe. Só o vento na minha cara e nenhuma idéia. Nada. Que delícia! Fiquei naquele êxtase ou ócio – chamem como quiser – por um bom tempo, uma eternidade. Até que um daqueles vendedores ambulantes sentou próximo a mim, numas pedras que estavam na escada. Um cara moreno, alto, cabelo ralo e meio loiro, de shorts e camiseta surrados. Nem olhou pra mim ou notou a minha presença. Só sentou-se na pedra, acendeu seu cigarrinho de palha e ficou olhando pro mar. Dei um longo gole na cerveja e voltei aos meus ‘afazeres’.

Acho que eram 4 horas da tarde, não sei ao certo e não faz muito sentido saber. O que interessa é que aquele tempo ali, sentado, bebendo uma cerveja e não pensando em nada mudaram tudo. Não foi um tempo perdido. Quando levantei, me senti leve e tranqüilo. Deixei a latinha vazia no degrau, caso algum catador passasse, e voltei para onde estava. Aquele momento fez sentido, mesmo sem explicação aparente. E agora sempre que eu estou meio cansado ou chateado, eu volto para aqueles degraus e me sento um pouco. Pra não pensar em nada e levantar bem.

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Arquivado em Pensamentos, tempo

Sinal Vermelho

 

Já cruzei com ele diversas vezes,

E em nenhuma delas, tive muito tempo pra pensar no que fazer.

Já tentei entender o porquê dele,

Mas isso não importa. Não importa nem um pouco.

Encarar os problemas nem sempre é a melhor solução

E no caso do farol vermelho – seja de frente, lado ou costas; alguma coisa ruim sempre vai acontecer.

Então como fazer? Como sair disso? Como acabar com esse problema?

A resposta é simples: tempo. Espere ele ficar verde e tudo ficará melhor.

Espero.

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